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Sun Sun Sun here it comes!

Pode vir, meu Bem.

Pode vir que tu não vens para nada que não seja bem. Não vens para devolver alegria, ou cores, nem nada disso. Não vens para nada que não seja ser exatamente quem és e bem assim já nos dá tanto!

Pode vir, meu Benzinho.

Pode vir que não é cedo. Nosso encontro foi marcado há muito tempo e já é tanto que não é possível mais esperar. Tudo está tão pronto! É só vir, filho.

Pode vir.

Vem pra ver que só faz sol nos próximos dias e tudo se apronta pra te receber lindamente nesse mundo. Vem pra ouvir teu pai cantar "here comes the sun", depois de um inverno que foi mesmo tão frio. Agora o inverno passou e tu vens, e serás para nós o próprio sol em nossa casa.

Vem!

Vem que eu te ajudo e renasço junto contigo. Dançando, eu e tu, nos faremos dois e mesmo assim estarei inteira. Completa. Imbuída de força e coragem, te recebo com amor. Te aceito como um presente. 
Vem, Bem. Meu bem-vindo. Meu amor maior. Meu Bem.
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SIM.

demoramos mais de 4 anos para engravidar do Fernando. entre médicos, exames e medicações, ninguém sabia explicar porque ele não vinha (nem dizer se viria algum dia). era tão angustiante viver com essa dúvida que, um dia, desistimos. deixamos todos os "procedimentos" e remédios de lado, e então, ele veio! cresceu numa gestação feliz e perfeita. quando nos preparávamos para recebê-lo nos braços a qualquer momento, tão inesperadamente quanto veio, se foi. novamente, sem explicação.

tão misterioso esse meu filho!

(...)

depois que nos despedimos do Fê, a incerteza retornou à nossa vida: será que conseguiríamos engravidar mais uma vez? teria sido a primeira gravidez um golpe de sorte? milagre? teria meu corpo "resolvido" funcionar de uma hora pra outra?

não tínhamos como saber.

ao longo dos meses, fui procurando sinais que me dessem alguma esperança, pequenas coincidências às quais pudesse me agarrar pra continuar acreditando. eu pedia a deus, a oxalá, a maomé, ao univer…

"Não quero esquecer"

Loving can hurt , loving can hurt sometimes , but it's the only thing that I know / When it gets hard (you know it can get hard sometimes) It is the only thing that makes us feel alive

Acordei com o pensamento em você, Fê.
Pensei em te escrever desde cedo, aproveitando que seu pai saiu para trabalhar, mas me enrolei a manhã toda. Provavelmente me enrolaria pelo restante do dia, não fosse a coincidência curiosa que me abraçou na hora do almoço: enquanto eu comia, peguei o celular pra olhar as notícias no feed do Google. Lá, em meio a chamadas sobre Game of Thrones, escândalos na presidência, previsão do tempo e fofocas sobre celebridades, um "Não quero esquecer" chamou minha atenção. Link de um blog. Pela descrição, parecia relacionado a bebês. Curiosa, cliquei.

We keep this love in a photograph, we made these memories for ourselves / Where our eyes are never closing, our hearts were never broken and time's forever frozen still
Uma mãe contava sobre os detalhes do desen…

As flores de plástico não morrem

Oi, filho.

Está um dia lindo lá fora, seu pai foi trabalhar com o Tio Marcelo e eu queria te contar que acabei de abrir a janela do quarto e descobri que... sua pequena plantinha está florescendo! Que alegria, filho!

Você sabe, no dia em que saímos do hospital para vir pra casa mamãe estava com tanta raiva que se negou a passar pela porta de braços vazios. Não. Não tenho meu Fefê nos braços, quesefodaessamerdatoda, vou comprar flores, pensei. Passamos no supermercado, seu pai e eu, para comprar comidas que não conseguiríamos comer por alguns dias, por causa da tristeza que ocupava todo o corpo, inclusive o estômago. Foi quando vi aquele vaso gigante de mini crisântemos amarelos. É uma das nossas cores, sabe, da nossa família: amarelo e lilás. Amarelo é a minha cor, lilás é a do seu pai, e nós estávamos ansiosos para descobrir que cor você escolheria para si. Para a sua despedida, compramos lindas flores lilases, amarelas, e como não havia ainda a sua cor favorita, pedimos para coloca…

Para o Fê

eu queria ter feito um diário quando descobri que você existia. escrevia mentalmente conforme os dias iam passando mas nunca cheguei a registrar. queria que você soubesse, quando crescesse, da felicidade que envolvia a sua chegada, que pudesse ter ideia de como era a nossa vida enquanto te esperávamos, que tivesse certeza do quanto era amado, desejado, planejado, esperado, especial para nós.

mas eu nunca escrevi, e isso agora não tem mais a menor importância, porque de qualquer forma você jamais vai ler. e esse JAMAIS é muito doído porque se aplica a todas as outras coisas que eu sonhei pra você.

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não sei mais se o mundo é bão, meu amorzinho... mas sei que ele tinha ficado melhor quando soubemos que você existia: depois de 4 anos sonhando, desejando (e até desistido) você finalmente se materializou dentro de mim, e eu me perguntei se era permitido ser tão feliz.

enquanto você crescia em minha barriga, cresceu em mim e em seu papai uma vontade de sermos melhores: um para o out…

Pausa

Ainda bem que você vive comigo
Porque senão como seria essa vida?
(Vanessa da Mata)
Fujo sorrateiramente enquanto ele continua concentrado olhando pra tela e volto com quilos de sushi e cerveja e cigarro e fazemos um piquenique na mesa entre propostas e pendências...   Conto como foi a semana e ele conta sobre o dia − sempre tão mais atarefado que eu – e rimos na janela das coisas que acontecem lá fora e rimos de nós dois lá dentro, escondidos num universo brevemente particular... Caminhamos pelo calçadão em direção à casinha, essa casinha que não é mais minha, tampouco é nossa agora − ela sempre esteve lá, nós sempre estivemos nela, desde o princípio dos tempos, me parece assim −, abro a porta e lembro que há pilhas de roupa para dobrar e guardar − os afazeres e chatices responsabilidades domésticas que não existiam antes − mas ele não quer saber disso, ele quer deitar e ficar respirando sem pensar em nada segurando minhas mãos e me olhando quieto até que os olhos cansem e ele durma se…

Recortes de uma amizade apaixonada (Parte 1)

"O que é demais nunca é o bastante." Renato Russo

*Sobre inseguranças e a existência por vezes odiosa de Ângelo*
[Ele fala]:

Eu sempre soube que Ângelo era importante, muito importante, mas isso não me impedia de agora me sentir consumido pela inveja, pelo desejo de ser importante pra ela tanto quanto ele era. Sabia que, por mais que eu me esforçasse, ela jamais olharia pra mim com os mesmos olhos. Era meio angustiante às vezes testemunhar o modo como o sorriso dela se iluminava quando ele chegava... Eu podia ver o quanto ela o amava e admirava a pessoa que ele era, mas não era só isso: ela também sentia gratidão por ele, e isso me afetava com um ciúme estúpido. Por que ela sentiria gratidão por mim se eu ainda não havia feito nada que justificasse isso?

Eu não ousava tentar disputar a atenção dela com ele. Vez ou outra nós três nos encontrávamos, e nesses momentos eu me sentia muito deslocado. Fazia-me feliz tê-la perto de mim, no meu convívio, da forma que fosse, mas ao mes…